17/10/2025 - Desvio milionário e assassinato: os bastidores de um crime envolvendo a Apae de Bauru
Começam nesta sexta-feira (17) as audiências de instrução no Fórum de Bauru (SP) para ouvir 13 réus envolvidos no caso dos desvios milionários de recursos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). As investigações tiveram início após a secretária executiva da entidade, Cláudia Lobo, desaparecer.
A primeira sessão, marcada para as 9h, deve começar com a oitiva das testemunhas indicadas pela acusação. Em seguida, serão ouvidas as testemunhas de defesa e, por fim, serão realizados os interrogatórios dos réus, que deverão comparecer presencialmente.
???? Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp
Diante do número de acusados, a expectativa é de que essa última etapa ocorra apenas na segunda data de audiência, no dia 24 de outubro. Após as oitivas, as partes ainda poderão protocolar questionamentos antes que o juiz Jair Antônio Pena Júnior profira a sentença.
Veja abaixo quem são os réus:
Leticia da Rocha Prado Lobo (filha de Claudia Lobo)
Ellen Souza
Renato Golino
Gisele Aparecida Tavares
Diamantino Passos
Izabel Cristina
Persio de Jesus
Maria Lúcia Miranda
Felipe Figueiredo
Fernando Sheridan Rocha Roreira
Gabriel Gomes da Rocha Rodrigues
Renato Tadeu de Campos.
Roberto Franceschetti
O processo criminal apura o desvio de cerca de R$ 7 milhões da Apae de Bauru. A ação, movida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco), pede a condenação dos integrantes do esquema.
Além de peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa, o Ministério Público pede que os réus sejam condenados ao pagamento de R$ 10 milhões à entidade como reparação pelos danos causados.
Nove dos acusados chegaram a ser presos preventivamente no fim do ano passado, mas foram soltos ao longo de 2024. O caso também é alvo de uma ação cível por improbidade administrativa, que tramita em paralelo ao processo criminal.
Presos suspeitos de desvios milionários na Apae de Bauru
Reprodução/TV TEM
O ex-presidente da entidade, Roberto Franceschetti, condenado por homicídio qualificado (por motivo torpe, dissimulação e utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima e ocultação de outro crime) pelo desaparecimento e assassinato de Cláudia Lobo, também estará presente presencialmente antes de retornar ao presídio de Guarulhos (SP).
A investigação da Polícia Civil apurou que Roberto Franceschetti superfaturava notas fiscais a partir da prestação de serviços para a Apae, como manutenções e reparos na entidade, com um contrato de R$ 9 mil por mês até o ano de 2023. Em 2024, o contrato foi renovado e o acusado passou a receber R$ 20 mil mensais.
Em entrevista à TV TEM durante as investigações, o delegado responsável pelo caso, Glaucio Stocco, afirmou também que os repasses da entidade para a empresa chegavam a R$ 600 mil. Além disso, as investigações apontaram que parte desse dinheiro voltava para o ex-presidente da instituição.
Foram apreendidos armas, munições e dinheiro na operação que investiga desvios na Apae em Bauru
Anderson Camargo/TV TEM
Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília
VÍDEOS: assista às reportagens da região
|